terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Tal como uma casa

Há já uns dias atrás estive a escutar uma conversa que se desenrolava entre dois amigos meus que deu origem a este pequeno pensamento.

Tal como uma casa, também nós seres racionais temos uma base. Base essa, que quanto mais sólida, mais resistente será a terramotos. Quanto mais sólidas forem as nossas bases enquanto pessoas, melhor sabemos lidar em temp
os de crise existencial, pessoal, familiar ou outra qualquer.
Um desses meus amigos dizia então que o facto de não ter tido um infância dita normal, dentro dos padrões socialmente previstos, fez com que as suas bases fossem pouco resistentes.
Não tinha raízes de embondeiro (pensei eu).

Perdi-me no resto da conversa. Mas achei-me nesta frase. Também eu tenho bases um pouco deficitárias em certos aspectos. Não acredito que as pessoas estão lá para sempre. Sei que todos partimos um dia, mas não falo disso. Acredito que em geral somos egoístas e caso um dia tenhamos de ir só porque sim, porque pensamos que é melhor...vamos e pronto. Eu, (in)felizmente já dei provas que estou sempre aqui. Não quero dizer que não seja egoísta. Também sou... talvez sofra de egoísmo altruísta. Talvez esteja sempre aqui em primeiro lugar porque me sinto melhor assim, só depois pelos outros. Mas estou.

E porque amanhã é dia 28 de Fevereiro, Parabéns a ti que nunca estiveste, mas que eu sei que sempre estive. Mesmo que fosse por egoísmo altruísta, eu estava e tu não.
Não condeno, não compreendo e nunca me resignei.
Eu fiz o tudo que podia, e tu fizeste o nada.
Perco-me sempre nesta altura do ano...o que me vale é a boa bússola que tenho.

1 comentário:

Mónica disse...

o melhor é adaptarmo-nos às situações que vão surgindo, dps n há terramoto que nos abale!

qto ao teu amigo: dps da má infância que venha o bom adulto e deixe-se de desculpas :-)